
O Hospital Centenário de São Leopoldo encerrou o maior mutirão de cirurgias eletivas de sua história recente. Em 65 dias de operação, foram realizadas 422 consultas e 214 cirurgias de hérnia e vesícula pelo Sistema Único de Saúde (SUS), beneficiando pacientes que aguardavam na fila de espera — alguns desde abril de 2024.
O mutirão teve início em janeiro de 2026, quando o hospital identificou 230 pacientes na fila de espera: 126 de hérnia e 104 de vesícula. As cirurgias de hérnia (hernioplastia) e de vesícula (colecistectomia) estão entre os procedimentos eletivos mais demandados em todo o SUS.
O presidente da Fundação Hospital Centenário, Diego Cardoso da Silveira, reforçou a importância da ação para o atendimento das demandas de pacientes. “Ao concentrar esforços em um período intensivo, a nossa equipe cirúrgica conseguiu reduzir o tempo de espera e evitando que os quadros clínicos dos pacientes se agravassem”, salientou.
Segundo o presidente, ações locais como a do Hospital Centenário demonstram que a combinação de gestão ativa, mobilização de equipe e foco na demanda represada pode gerar resultados concretos em prazo curto. O mutirão leopoldense mostra que o Centenário têm capacidade de dar respostas efetivas quando há planejamento e comprometimento das equipes técnicas e médicas.
Em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SEMSAD), o Hospital Centenário já prepara uma nova rodada de cirurgias com previsão de início para a segunda quinzena de maio. A meta é realizar aproximadamente 120 procedimentos, distribuídos entre as principais demandas da fila da rede: cerca de 50 cirurgias de vesícula, 30 correções de hérnia inguinal, 20 de hérnia umbilical e 20 de hérnia epigástrica.
Para a secretária municipal de saúde, Iara Cardoso, a medida irá auxiliar na redução da demanda. “Estamos avançando de forma concreta na realização de cirurgias, em parceria com o Hospital Centenário. Sabemos que a fila ainda é grande, é uma demanda histórica, e é importante dizer com transparência: não será possível atender toda a fila de uma só vez. Seguimos trabalhando com responsabilidade, dentro dos recursos disponíveis, mas com muita dedicação, sensibilidade e compromisso com cada pessoa que aguarda. Nosso foco não é só reduzir a fila, é organizar um fluxo contínuo de cirurgias, para evitar que novas esperas prolongadas se formem e garantir mais dignidade no acesso à saúde”, afirma.
A nova fase reforça a estratégia de não apenas zerar a fila acumulada, mas estabelecer um fluxo contínuo que impeça a formação de novas filas prolongadas.
Texto: Neemias Freitas – MTb 13.247
Foto: Jefferson Couto